quarta-feira, 1 de julho de 2009

Israel x Palestina

Vários camaradas me perguntam, como que eu, sendo russo (e como imaginam os demais, sempre antissemitas e antiisraelitas) bem como oficial do que foi o Exército Vermelho posso ser a favor do Estado de Israel na questão palestina.
Eis meus argumentos:
Primeiramente, passei boa parte da minha vida combatendo terroristas muçulmanos, desde 1979 no Afeganistão até 2002 na Chechênia e posso garantir-lhes que são muito mais perigosos ou ameaçadores do que os judeus, Israael, os Estados Unidos, ou qualquer outro poder mundial.
Digo isso porque vivem para o ódio e a destruição, eles não estão nem aí para o sofrimento de seus povos, ou mesmo para reaver as terras que dizem pertencer-lhes, existem apenas para matar, odiar e destruir, tudo em nome de "Allah", como se qualquer Deus quisesse derramamento de sangue.
E o pior, é que na maioria das vezes, tais terroristas sempre visam o sangue de inocentes, fazendo pouco caso para a vida de crianças e outras pessoas indefesas.
Sobre a questão palestina, o fato que os judeus foram expulsos em cerca de 135 d.C. pelo imperador Adriano não lhes tira os direitos daquele território, até porque, não obstante a diáspora, não foram poucos os judeus que lá permaneceram.

Quando a ONU aprovou a criação do Estado de Israel, havia a divisão do território ora disputado em dois setores: um árabe e outro judeu. (Porção árabe esta que corresponde praticamente ao que eles pleiteiam hoje), contudo os árabes não concordaram, e imediatamente, em vez do debate e da discussão, já pegaram em armas para combater Israel, acreditando que seria fácil vários exércitos árabes regulares esmagarem um punhado de sobreviventes do holocausto, que sequer Exército ou armas tinha.
Inclusive, é fato histórico que os próprios árabes retiraram muitos palestinos que viviam em Israel pois diziam que seria uma vitória rápida e que voltariam até "lançarem todos os judeus no mar".

Os mesmos direitos que os palestinos reivindicam, Israel também os têm. Até porque, os Palestinos, verdade seja dita, não são originários daquelas terras, eles são oriundos na verdade, de Creta. (Nem árabes eles são, de comum com os árabes, somente a fé muçulmana). Equivoca-se quem diz que são descendentes diretos dos Filisteus mencionados na Bíblia.
Mas ninguém sério em Israel lhes nega o direito legítimo de ter seu Estado. Nem mesmo Sharon ou Bush. Não se esqueçam, que há poucos anos atrás, no governo de Ehud Barak, os israelenses já haviam concordado em devolver aos palestinos mais de 95% dos territórios reivindicados, o único óbice ainda era Jerusalém, mas quem dá 95% pode dar mais 5, não??

Contudo, os ataques terroristas prosseguiram. E chegou uma hora que os israelenses não agüentaram mais, e tiveram que optar pelo Likud, com Netanyahu, Sharon, etc.
Muitos não sabem, mas os israelenses nunca foram com a cara do General Sharon ou de Netanyahu, sempre consideravam-os muito arrogantes e presunçosos. Porém, sabiam que foi o primeiro quem salvou Israel da destruição em 1973, e não tiveram outra escolha a não ser eleger sua coalizão.

O que me chama a atenção também, é que no lado de Israel, há inúmeras pessoas e grupos que lutam pela paz e por políticas pró-palestinas (até mesmo dentro do Knesset), nomeadamente Shimon Peres, o grupo Shalom Akhshav (Paz agora!), etc. Todas essas Ong's que vocês vêem denunciando abusos cometidos contra os civis palestinos ou lutando por maiores direitos destes, são israelenses e integradas por israelenses.

Uma pesquisa idônea do início de 2003, mostrava que mais de 70% dos israelenses são favoráveis à criação do Estado Palestino. Contudo, uma outra pesquisa divulgada na mesma ocasião, mostrou que mais de 80% dos palestinos eram favoráveis à continuidade de ataques terroristas contra civis israelenses.

Este fato é deveras relevante. Ilustra, o que já sabemos, enquanto que pelo lado israelense há quem fale pela paz, há quem lute e grite pela paz, e do lado palestino, quem se habilita?? O Qorei?? Do lado palestino só há radicais, extremistas, ninguém de peso que se interesse em dialogar. Enquanto que eu vi, no Knesset, deputados israelenses protestarem enfurecidamente contra a morte do terrorista Yassin.
Mais do que isso, Israel devolveu toda a Faixa de Gaza, e assim como os russos em 1996, ao se retirarem da Chechênia, o que ganharam em troca??
Ataques de mísseis diários!

Eu também discordo do que a imprensa mundial diz acerca do tratamento que os israelenses dispensam aos palestinos, considerando-os “cidadãos de 2ª classe”. Muito pelo contrário.
Estive lá em 1957 e pude testemunhar. Os palestinos viviam como animais. Sem moradias, água potável, os melhores viviam em lonas. As cidades e prédios que hoje vemos diariamente na TV, foram construídas com o dinheiro de Israel. O trabalho foi palestino, mas quem proporcionou os prédios, esgoto tratado, modernização na agricultura (doando-se até tratores) foram os israelenses.
Enquanto que os “brimos” dos palestinos, estes sim donos das maiores fortunas, os petro-dólares, deixaram (e deixam) sempre os palestinos à míngua. Só prestam assistência aos terroristas da Al Qaeda, Hezbollah ou Hamaz.

Outra coisa que me indigna, é que enquanto os israelenses (não obstante os estratosféricos gastos em defesa que as circunstâncias lhes obrigam, que inclusive está acabando com a economia de Israel) têm pesquisas científicas, pesquisam vacinas, fazem importantes descobertas tecnológicas para a humanidade, sempre divulgam novos tratamentos e instrumentos médicos, o que os árabes (agora digo os árabes como um todo) dão em troca para a humanidade?? Carros-bomba, homens-bomba, mulheres-bomba, meninos-bomba, bicicletas-bomba, etc...
(Desculpem, agora tem Dubai, mas essa maravilha é só para uns poucos privilegiados milionários...)

Alguém aqui conhece algum grande cientista ou vencedor de prêmio Nobel árabe??
O grande povo árabe, que tanto já contribuiu para a humanidade (mormente antes da radicalização do islamismo) deve despertar, e enxergar que seus maiores inimigos não são os Estados Unidos, a Rússia ou Israel, e sim seus governantes, ditaduras brutais e fanáticas, que não obstante os bilhões de petrodólares (sim, mais uma vez lhes digo, eles é que têm o dinheiro) obrigam seus povos a viverem na miséria, ignorância e no ódio desmedido a tudo que é ocidental, americano ou israelense. (Vai ver que é para lhes esquecer do limbo em que vivem...). Não investem nada em pesquisa, ciência ou tecnologia, em bem-estar para a humanidade.

Outra coisa: conheço muitas famílias judias israelenses. JAMAIS vi alguma criança israelense sendo criada para o ódio, não gosto de generalizar, mas já pelo lado árabe, percebemos que eles já educam suas crianças para o ódio desde tenra idade.

Vocês conhecem o exército de Israel. Sabem que é o mais bem treinado do mundo, e muito bem equipado. Sabem que Israel tem o mais formidável aparato de segurança integrada do mundo. Sabem que se quisessem, se os israelenses fossem estes “monstros cruéis e covardes” que tanto dizem, poderiam exterminar todos os palestinos da face daquelas terras em poucos minutos. Mas não o fazem. E se fosse o contrário?? Se fosse uma minoria judaica nas mãos de uma bem armada nação árabe ou muçulmana, vocês acham que eles hesitariam em destruir os judeus??

O Exército de Israel antes de destruir as casas dos terroristas, PEDE para que seus familiares se retirem do local. Isto é bárbaro?? Muitos dizem que sim. Mas vejam o que tivemos que fazer com os chechenos. Vejam se pedimos para saírem antes de destruirmos Grozny, Gudermes, Vedeno, etc. E muitos outros redutos terroristas.

Por isso, se eu tivesse no lugar dos palestinos, ergueria as mãos para os céus por ter inimigos tão piedosos e magnânimos assim.